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Smartphones, tablets, computadores, notebooks, aplicativos, redes sociais, e-mail, wifi, GPS…É inegável que estamos o tempo todo conectados, e a internet facilita  muito a comunicação humana. Agora você já parou para pensar que os objetos e coisas que estão ao nosso redor como os carros, geladeiras,  óculos, relógio, sensores instalados nos mais variados objetos também estão conectados a rede. Essa é a Internet das Coisas onde o híbrido está em expansão, humanos  não-humanos se relacionam através das  redes sociotécnica.

Internet das Coisas, vem do inglês Internet of Things (IoT) ou Internet of Everything, e já existe desde a década de 1980.O primeiro objeto a ser conectado a internet foi uma maquina da Coca – Cola, criada no laboratório de Computação na Carnegie Mellon University (EUA), na máquina foi instalado com um chip que avisava quando precisava recarrega – lá novamente com refrigerantes.A definição fica mais nítida com o conceito de André Lemos, de acordo com o autor “Internet das Coisas” (IoT) é um conjunto de sensores, atuadores, objetos ligados por sistemas informatizados que ampliam a comunicação entre pessoas e objetos (o sensor no carro avisando a hora da revisão, por exemplo) e entre os objetos de forma autônoma, automática e sensível ao contexto (o sensor do carro alertando sobre acidentes no meu caminho). Objetos passam a “sentir” a presença de outros, a trocar informações e a mediar ações entre eles e entre humanos. (LEMOS, 2013, p. 196)

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Primeira objeto a funcionar conectado a internet.

É importante entender que IoT é um híbrido que esta sempre em expansão, toma formas, agem e reagem a determinadas situações, comunica-se com outros, toma decisões, de acordo com Lemos eles metaforicamente ganham “vida”. São dotados de inteligência (smart) e se comunicam pelas redes (sociotécnicas). Os IoT possuem sensibilidade performativa.

Imagine sair do seu trabalho e uma rede de sistemas conectados à internet agem de maneira integrada para facilitar a sua vida.É uma maravilha, não é mesmo? O vídeo abaixo é uma propaganda que ilustra como essa rede age, a automação residencial, a geolocalização do GPS, acionamneto dos sensores de temperatura e acendimento de luzes, interação entre veiculo e câmeras de segurança. 

A tendencia dos objetos cada vez mais sofisticados e conectados a rede esta criando novos hábitos e uma nova forma de viver e repensar a cidade. É uma evolução, as chamadas Smart City vem se solidificando. A cidade sempre foi um artefato e se constituiu como tal, as relações entre a evolução e progresso de mídia e cidades sempre estiveram de mão dadas.

A ideia de inclusão digital nos anos 1990 foi um elemento considerado determinante para modernizar a sociedade, criação de telecentros informáticos  e lan  houses,  dava uma sensação de cidade digitais. A partir de 2006 passou a se chamar cidades inteligentes ou smart cities.

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Aplicativos que demonstram em tempo real o trafego de carros, ônibus, trens ao redor do mundo são bons exemplos de como isso é importante para a dinâmica  da cidade. Em Salvador temos o CittaMobi, um aplicativo que demonstra em tempo real a geolocalização dos ônibus na capital baiana.

REFERENCIAS

LEMOS. A. Internet das coisas. (cap.6). In_____. A comunicação das coisas: teoria ator-rede e cibercultura. São Paulo: Annablume, 2013.

Internet das Coisas – O controle na ponta dos seus dedos! (ou não). Disponível em: <http://www.crazytechguys.com/2014/07/01/internet-das-coisas-o-controle-na-ponta-dos-seus-dedos-ou-no/&gt;. Acesso em: 20 out. 2016.

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